Monday, August 3, 2009
Kuss (2)
O jovem casal se beijando no meio da rua, ao som de um vira-lata latindo me faz ver que o amor subsiste, mesmo que pessoas como eu tentem sufocá-lo...
Sunday, June 28, 2009
das Twitter
Desculpem-me os que desconhecem o Twitter, mas esse post é para os iniciados.
Fato que o Brasil ama esse negócio de rede social. Porque somos sociáveis? Talvez... se éramos chamados de sociáveis pela nossa cordialidade, pelo calor humanos, aparentemente o Brasil quer transferir tudo isso para a Internet, traduzida informaticamente pela (oni)presença e rapidez nos teclados. Ah! E pra terem certeza que somos brasileiros amáveis, vamos colocar muito emoticons, XD, xxxxxxx e hauhUHaauauhUAUHAUAHauh em tudo que escrevermos.
Já somos 70% no orkut e observo que estamos descobrindo (meio atrasados, mas tudo bem) o Facebook. Há poucos meses, o Twitter ganhou tantos adeptos que foi capa das maiores revistas e jornais brasileiros. Em uma semana, era o que todo mundo se falava. Hoje já se fazem monografias sobre ele. Todos querem saber como funciona. Sem entrar é um pouco complicado de entender. Muita gente me pergunta e eu repito os conceitor de reply e RT e seguir e não seguir e tento explicar a utilidade do negócio. É útil, é legal, dá pra usar como um chat, é um microblog, etc.
Tem aquela polêmica, será que o microblog matará o blog? Seria isso uma representação das informações frugais da atualidade pós-moderna de uma sociedade descartávei e perdida no fluxo da velocidade e obcecada pelo fetiche do tempo real (@bomboniere, sim, existe)?
Ok, tirando esse mérito...
Eu admito: uso massivamente o Twitter. Meus updates são fechados e eu não tenho pretensão nenhuma de achar que alguém lê o que eu escrevo. Tenho tantos updates que quero diminuir, não me serve de muita coisa, melhor organizar meus pensamentos de outra maneira. Não quero cometer twittercídio, só acho que é desnecessário falar tanto. Percebo que muitas das minhas relações estão sendo desumanizadas pelo computador. Claro que é legal eu ficar em contato com pessoas que estão longe, mas muitas vezes é melhor marcar um encontro, ou usar meios de comunicação arcaicos como, não sei... o telefone? Principalmente, às vezes e melhor dizer certas coisas numa esfera mais privada. Tem gente que fala demais, e a discrição é uma virtude.
Eu não sigo qualquer pessoa, não vou seguir alguém cujas atualizações eu não quero ler ou que não tem nada a ver com a minha vida e meus interesses.
Por isso não sigo o @aplusk, por exemplo. É, o Ashton Kutcher. Ele também twitta à beça. E hoje ele ajudou os brasileiros do twitter a realizar um sonho.
O sonho dos brasileiros do Twitter era emplacar um tópico nos Trending Topics, funcionalidade que informa quais assunto estão sendo citados Twittosfera afora. Nenhum tópico essencialmente brasileiro, ou uma palavra em português tinha emplacado lá até então.
Essa semana, com a polêmica no Senado e os escândalos da grande família Sarney, houve uma mobilização, comandada pelo @marcelotas, grande personalidade Twitteira, para emplacar #forasarney nos Trending Topics. Eu colaborei, muita gente colaborou. Sem sucesso.
Hoje, teve jogo pela Copa das Confederações, Brasil x EUA. Brasil era um dos Trending Topics, mas Brazil assim com Z, eram os gringos falando, não vale.
Mas os EUA perderam de virada, e enquanto o @aplusk lamentava a derrota, mandaram ele "suck it". Alguém traduziu pra "chupa". Uau, a pessoa mais seguida da Twittosfera usou uma palavra em português, uma gíria brasileira. Pra quem não lembra, o Ashton, já muito seguido, fez uma campanha em abril para conseguir 1 milhão de seguidores antes da CNN. Conseguiu. Até o presente momento ele tem 2.483.371. Então, basicamente todo mundo segue o Ashton Kutcher.
Assim que ele usou a supracitada (@bomboniere) expressão, todo mundo recebeu. Daí, todo mundo retwiitou. Os grandes twitteiros, @christianpior, @kibeloco e outros deram apoio, todo mundo que eu sigo aderiu, eu vi. Dito e feito. #chupa consegui ser Trending Topic. Primeiro lugar. Por alguns minutos. Já foi embora.
Eu observei mas não ia me manifestar. Não resisti. Perguntei o que foi feito da iniciativa #forasarney. Tá, pode me chamar de chata. É somente uma evidência óbvia do que mobiliza mais a população brasileira usando o Twitter.
Mas nem foi isso que mais me chamou a atenção.
É que a Demi Moore, esposa do Ashton Kutcher, também tem Twitter. @mrskutcher também participou dessa papagaiada toda:
aplusk: @mrskutcher you only missed every brazilian person on twitter telling me to suck it. hahah
aplusk: Team #Chupa is cracking me up. jajaja trying to get #Chupa into trending topics
aplusk: #Chupa is now #1 just like Brazil congratulations.
mrskutcher: Brazilians R going crazy on hubby w/this "chupa" thing. He is laughing his a** off. Hysterical! Wait it's #2 on trending topics hilarious!
mrskutcher: OMG #chupa is now the #1 trending topic there is some power in Brazil!
Que coisa, né? Que POWER nós temos... mas tudo bem. O negócio é: Ashton Kutcher twitta com Demi Moore, Demi Moore twitta com Ashton Kutcher. Estarão eles em casa, cada um em seu quarto, com seu laptop ou iPhone... twittando? Sério? Cara... é o Ashton Kutcher e a Demi Moore. Por que não curtir a vida real? Eles nem são feios pra ter que namorar via MSN...
Essas modernidades me assustam... Agora eu vou lá fazer meu trabalho. Aliás, sabiam que eu peguei informações sobre esse trabalho do Twitter? Pois é... medoO.
Ok, me chama de antiquada, mas bj não é um beijo.

Abraço (não pelo Buddy Poke).
P.S.: tempo real não é nada, isso já é tempo irreal. @brazilians foi THE FLASH! Confere.
P.S. 2: Amigam @missinginaction também foi mega rápida. Confere.
Monday, June 22, 2009
Lernen
... ou "O Aprendizado em Tempos de Amargura".
Coisas que eu tenho aprendido recentemente, que nem sempre me dão orgulho, mas de qualquer modo, são fatos:
Tenho aprendido a não seguir meu coração.
Aprendi isso porque aprendi que ele comete muitos erros, que me trazem sofrimento depois.
Tenho aprendido a me calar em certos momentos.
(Mas isso não significa que consigo fazer isso. Ainda falo demais em certos momentos, infelizmente)
Tenho aprendido a ser mais discreta com o que me entristece.
(Mas isso não significa que eu tenha parado de transbordar, o que ainda acontece)
Tenho aprendido que eu não preciso de nenhuma pessoa que vai me ensinar ou me guiar para um momento mais feliz.
A satisfação está dentro de nós. Nosso ponto de vista muda tudo.
(Mas isso não significa que eu seja culpada todas as vezes em que me sinto infeliz. Às vezes, a situação é ruim mesmo, oras)
Tenho aprendido a ser ainda mais sincera com os meus sentimentos e pensamentos.
Acabo não me orgulhando de muita coisa, me envergonhando de outras, querendo mudar muitas.
Tenho aprendido a frear meu ímpeto de pedir perdão, mesmo que eu não tenha feito nada de errado.
Fiz isso minha vida toda, e é difícil ter que me liberar disso.
Sinto que estou endurecendo.
Aprendi que sou muito cética em coisas que eu não deveria.
Aprendi que as coisas com que faço piada, realmente não tem a mínima graça.
E enquanto as faço para dar leveza à situação, percebo que não adiantam de nada.
Só para me fazer aprender que ainda sou imatura demais.
(A amadurecer ainda não aprendi...)
Tenho aprendido a ter menos consideração pelas pessoas.
Por muito ter sofrido com a falta de consideração de algumas.
Tenho aprendido a resistir quando alguém não gosta de mim,
sem entrar numa batalha para que passem a gostar.
Outra coisa que eu passei a vida inteira fazendo...
E que me dói no fundo da alma não poder mais fazer.
Tenho aprendido a não ser surpreendente, misteriosa.
Fazer a mágica que poderia transformar tudo.
De correr atrás.
De ser boa, relevar tudo, ser superior.
Pois aprendi que isso me traz muita dor.
(Apesar de saber que não fazer isso me dói também)
Tenho aprendido que muitas coisas não valem a pena.
Tenho aprendido a argumentar, a rebater.
A não abaixar logo a cabeça.
A desprezar.
A pensar sempre o que está por trás de tudo.
Isso me dá muito medo.
Medo de perder a doçura e a inocência.
Tenho aprendido que eu tenho que ser menos humilde.
Menos modesta, mais orgulhosa.
Estranho ter que aprender isso, geralmente é o contrário.
Tenho aprendido que há vários pontos de vista.
E que muita coisa que eu achava que era pra mim, não eram.
Tenho aprendido que eu não ser dirigir-me sozinha,
e que preciso de Deus.
Porque aprendi que, depois de tantas decepções,
não consigo confiar mais em mim.
Aprendi que tenho muito medo, de muitas coisas.
De coisas demais.
E que pra pegar tudo isso que aprendi e transformar em algo válido,
tenho que me livrar primeiro disso.
Parar de ter medo de aprender.
Saturday, June 20, 2009
Ideologie
... eu quero uma pra viver. Não aguento mais essa discussão sobre a não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo... não faz bem pra minha (baixa) autoestima.
Estar no último ano da faculdade e ouvir que tudo isso pôde ter sido em vão é duro. Ainda mais porque a faculdade não é mais encarada como um momento da vida em que, no mínimo, você está se maturando antes de cair no mundo do trabalho pró-ativo, empreendedor e todos esses clichês corporativos. Um lugar em que, no mínimo, você está treinando seu senso crítico, conhecendo pessoas que pensam como ou não como você, debatendo, conversando, rindo, se divertindo, que seja...
As aulas de Análise do Discurso com o Nery tão rendendo alguma coisa... Pelo menos pra me fazer pensar no que está por trás de tudo. Como ele mesmo diz, chegou uma hora na História do mundo em que tudo perdeu a inocência. Pois bem, o discurso que esse quiprocó do diploma tá passando é o seguinte: nada de ter tempo pra ficar filosofando, tem que meter logo essas cabecinhas frescas na roda do capital. Escragiário virando escravo logo de uma vez. Faculdade pra quê? Jornalista não precisa disso pra ter ética, amor pela verdade, etc etc... que ridículo isso de ter que estudar teoria. Vai passar 4 anos na faculdade pra escrever sobre a cor do esmalte de algum ex-BBB mesmo...
(o Kibeloco, aliás, deu 418 motivos pra acabarem logo com o diploma no Jornalismo...)
Pois é...
E filosofia? Precisa de diploma? Eu filosofo todo dia...
Sunday, June 14, 2009
Normal
Acho engraçado quando uma certa amiga diz que seu pior pesadelo é ser considerada normal, ordinária, mediana, igual a todo mundo. Bom, porque acho que ela está bem longe disso! Claro que todo mundo é único, mas tem umas pessoas que fazem a gente pensar que Deus, quando fez, quebrou a forma...
Sua tristeza e preocupação talvez venha de uma ideia muito propagada em nossa sociedade de que extraordinariedade é igual a sucesso, fama talvez. Acho que, para justificar o espaço que um punhado de famosos deveriam ter nas nossas vidas, a mídia os pinta com cores neon e ilustra com desenhos rebuscados, vendendo-os como pessoas especiais, extra(-)ordinárias, excêntricas e assim merecedoras de nossa admiração profunda.
Aí eu me lembro daquela piada: Rico é excêntrico, pobre é maluco mesmo.
Adolescentes sempre tentam ser diferentes, até que acabam sendo diferentes "em bando" ao se unirem à modinha da ocasião. O cabelo grande/espetado/black/franja emo/o que for é igual aos dos amigos, mas há a certeza de que eles estão expressando sua mais profunda individualidade pessoal e única, redundante assim. Nada mais... normal.
Nessa fase, lá estava eu tentando me encaixar em alguma determinada moda quando eu tive um insight poderoso: eu simplesmente não precisava "fazer força" pra ser diferente. Eu já era, forçar isso só me dava trabalho e piorava tudo. Houve uma virada na minha vida quando eu percebi que a minha excentricidade não precisava mais ser exteriorizada materialmente. Ela estava na minha maneira de falar, pensar, agir, viver. O meu jeito de ser não se encaixa em nada. Simplesmente existe, me traz alegrias, me traz tristezas, melhora, piora, é.
Esse me jeito me faz duvidar da minha sanidade. Minha fase atual põe em xeque tanta coisa que mal resisto. Talvez pouca gente saiba o quanto a falta de sanidade faz parte do meu imaginário, por uma série de razões. Me preocupa, me dá medo, mas isso não vem tão ao caso agora. É que assim eu passei a reparar com ansioso interesse cada traço de normalidade que eu apresento. Não é tão ruim perceber o que nós conecta todos (ou muitos) nesse mundo. Perceber que o que você está passando muitos já passam ou ainda passaram não é exatamente reconfortante, mas te põe os pés no chão.
Em momentos de baixa estima, eu tenho o ímpeto de mudar o visual, eu e praticamente qualquer mulher, incluindo Carrie Bradshaw pós-Big-fugitivo-de-casório.
Eu e muita gente mesmo damos valor às coisas quando as perdemos.
Eu e muita gente mesmo ficamos otários em assuntos amorosos.
Eu e muita gente mesmo somos enrolados e com péssima capacidade de organização.
Eu e muita gente mesmo sentimos medo.
Eu e muita gente mesmo sentimos solidão.
Eu e muita gente mesmo choramos.
Eu e muita gente mesmo amamos rir.
Eu e muita gente mesmo amamos.
Acho que o que nos separa não é mais bonito do que aquilo que nos une.

Tuesday, June 9, 2009
Zeitung
Lendo hoje o texto do Ombudsman da Folha de ontem, eu provavelmente estou lendo o que todo mundo também já sabia e já discutiu. Menos eu, até então.
É muita informação, é muito "tempo real", é muito rápido, as coisas viram "last week" em cinco minutos. Se você está desconectado por algumas horas, se vc não viu o twitter, se ninguémm te mandou o e-mail do momento, perdeu. Quando você loga já é tarde demais, ninguém mais quer falar sobre isso, passemos para o próximo da fila.
Outro dia, no twitter, um colega foi divulgar aquele erro de photoshop da capa da Veja e a outra colega foi desmerecer a iniciativa dizendo que aquilo era "last week" e todo mundo já sabia. Eu fui em defesa do cara, por que achei chato isso de acusar a pessoa que, por circunstâncias quaisquer, não viu a informação que todd mundo "já tinha que ter visto", e visto no tempo certo. A pessoa vira um ultrapassado? Acabou numa discussão sobre a sobrevida de uma notícia, com ela dizendo que no jornalismo sempre foi assim, você limpa o cocô do cachorro 5 min depois de ler a notícia e eu dizendo que apesar de tudo, ninguém deveria ser obrigado a processar tanta informação em tão pouco tempo, que se o cérebro da menina evoluiu assim, beleza, o meu ainda tá meio neolítico...
Não dá mais pra pisar no freio do fluxo contínuo de informações, não dá pra descarregar o HD, não dá pra desconectar, nem um pouco, pra dar uma passeada no mundo concreto?
Entonces, com tudo isso acontecendo na própria internetosfera, o que dizer dos impressos, coitados? A pessoa não lê pq todo mundo já sabe do q vai sair no dia seguinte e cobram "mais ousadia e criatividade" dos impressos. Como se a equipe que faz os impressos tb não fizessem o online, como se o online não pode ter ousadia ou criatividade ou esforço, só o impresso, como se alguma coisa fosse mudar entre a hora do último post e a primeira impressão gráfica.
Se está todo mundo reclamando, fazer o quê? O papel, por enquanto, não vem com tecla F5...
Monday, May 25, 2009
"Arbeit macht frei"
Sou estudante de Jornalismo, como várias pessoas. Meus interesses, como o de muitas pessoas, engloba música, cinema, fotografia, literatura, viagens. Como também muitas pessoas da minha idade, já fiz intercâmbio. Como muitas pessoas, também curto internet eu sou muito antenada em tudo que se passa por aí. Mas então, ao meio de todas essas pessoas, posso me destacar? Vou atrás uma chance de fazer o que sei e gosto de fazer. Para transformar meus hobbies em algo profissional, por enquanto produzo curtas, tiro fotos, passo madrugadas editando, seleciono trilhas, escrevo, faço o melhor que posso para mim, para poder fazer o melhor para o maior número de pessoas, em breve.
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